Ando tão à espera e a espera me é vinda como uma amiga. Fico na espera de realizar os sonhos que mamãe sonhou (Me viu noiva de um moreno, alto, médico, simpático, lindo - palavras dela - eu não vi, ou melhor eu não sonhei). Mas sonhei com os sonhos dela. Mas sei que sou bem mais que meus sonhos. Ando-me vendo de longe, e longe vejo tanto egoísmo, mimo, vítima de minhas consequências e inferior aos meus próprios poderes. Ando me sondando por dentro, de dentro pra fora e de fora pra dentro também. Como certas pessoas me veem? Como ele pensa sobre o que disse? Como aquele pensa da brincadeira que fiz? E vejo que se ver através dos outros é procurar sofrimento. E pedir pra sofrer não dá. Isso já entendido, vejo o quanto ainda tenho que evoluir, que entender, que aprender, mas o caminho é longo, e meus passos são lentos, um de cada vez. Não vou correr, não é hora de acelerar, vou olhar para tudo ao redor, buscar a luz, ouvir o som, sentir.